Boletim n° 52 – Maio de 2015 – Apresentação

O ano de 2015 começou conturbado para a economia brasileira. A disputa política observada nas eleições de outubro 2014 manteve-se presente e cada vez mais acirrada tanto na mídia quanto no Congresso. O resultado é a crescente dificuldade de o Governo Dilma colocar em prática suas políticas econômicas, em particular o ajuste fiscal tão demandado pelo mercado.

No plano econômico, a inflação medida pelo IPCA apresentou trajetória crescente, chegando a 8,42%, em abril, e 8,34%, em maio, no acumulado em 12 meses. No primeiro trimestre de 2015, as despesas do governo aumentaram 6,8%, em comparação ao mesmo período de 2014, contra um aumento de apenas 2,8% das receitas totais. Por sua vez, as despesas com juros da dívida pública alcançaram 10,4% do PIB. A atividade industrial registrou queda de 5,9% no primeiro trimestre e o resultado para o PIB foi de -0,2%. O setor externo, que registrou déficits históricos na conta de transações correntes, em 2014, e déficit na balança comercial após mais de uma década de superávits, segue a mesma tendência para 2015. Estes resultados combinados com o quadro político deterioram cada vez mais as expectativas para o desempenho da economia brasileira.

O cenário atual é difícil e esta edição n. 52 do Boletim de Conjuntura busca apresentá-lo ao leitor em toda sua complexidade, ao analisar os resultados da economia brasileira para o ano de 2014, bem como para os primeiros meses de 2015.

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