Política Monetária – Análise de Conjuntura

Política Monetária – Análise de Conjuntura – 2º Semestre de 2016

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu na última reunião, dias 18 e 19 de outubro, e pela primeira vez em quatro anos, por uma redução para 14% na taxa básica de juros (Selic). Após um longo ciclo de elevação, a Taxa Selic vinha sendo mantida por mais de um ano em 14,25% a.a.. A decisão, novamente, foi unânime, agindo de acordo com as expectativas das instituições financeiras e do mercado.

A Taxa Selic é apontada, de acordo com o Bacen, como o principal instrumento de política monetária do país voltado para o controle da inflação, de acordo com o sistema de metas de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Tendo em vista os longos períodos de inflação acima da meta estabelecida, a política monetária adotada pelo Copom ainda é contracionista. Essa retração se mostra mais representativa do que realmente efetiva, pois, devido à recessão, a inflação que persiste não é uma inflação de demanda, visto que houve um processo de forte contração na dinâmica econômica nos últimos tempos.

Os últimos comunicados publicados pelo Copom evidenciam isso ao apontar que a atividade econômica está “um pouco abaixo do esperado no curto prazo”, principalmente por conta do alto nível de ociosidade da economia, que pode ser demonstrado pelos níveis da taxa de desemprego.

É importante destacar também a menor pressão dos preços dos alimentos que levaram a uma melhoria no cenário das expectativas da inflação, o que também influenciou para o recuo da taxa Selic.

Além destes elementos, há também o processo de tramitação de algumas medidas na economia, principalmente ajustes ligados à área fiscal, dentre eles a PEC 241/16 (aprovada em 2º turno pela Câmara e agora denominada PEC 55) que é apresentada pelo governo como sendo um fator que possibilitará a redução na taxa de juros. Na visão do Copom a continuidade do processo de redução da Taxa Selic depende da tramitação desses ajustes, que, segundo sua visão, contribuiriam com o movimento de convergência das taxas de inflação à meta.

Por fim, na visão do COPOM, uma maior flexibilização da taxa de juros dependerá de um conjunto de fatores já mencionados, que permitam uma maior confiança no alcance das metas de inflação em um horizonte futuro.

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