Sobre o grupo

O que tem sido o Grupo de Conjuntura?

O nosso grupo de estudos e pesquisa é formado por docentes e discentes com interesse em entender e debater a conjuntura. Ou seja, nosso objeto de trabalho é acompanhar o movimento cotidiano das decisões de política econômica e a dinâmica de funcionamento dos diversos mercados, a partir dos indicadores fornecidos continuamente por várias fontes de mídia e pelos diversos institutos de estatística, públicos e privados, com a intenção de elaborar análises próprias do grupo.

O grande desafio tem sido manter a equipe motivada na formação de estudantes, a partir de debates semanais e das atividades de pesquisa, coleta e organização de dados, bem como na elaboração permanente de pequenos textos para publicação em boletins impressos e na Internet.

O grupo se reúne às sextas, na sala 402, do ED IV, para os debates mais gerais sobre temas da conjuntura, mas, também, em equipes menores durante a semana, para orientação e distribuição de tarefas.

Para participar ativamente dos trabalhos do grupo, basta se inscrever nestas primeiras semanas do semestre. Venha participar dos estudos e debates conosco! 

Os temas mais abordados

Os últimos debates do Grupo de Conjuntura trataram de temas relevantes para a atualidade. A crise econômica mundial, como não poderia deixar de ser, esteve no centro das discussões, abrindo a oportunidade de debatê-la sobre diversos aspectos. Pudemos contar com a presença de professores e demais profissionais convidados, e debatemos desde as repercussões políticas e sociais das políticas de contenção fiscal na Europa e nos Estados Unidos, como também os reflexos da movimentação de grandes blocos de capital sobre as economias da América Latina, com especial atenção ao Brasil.

Um pouco do conteúdo dos debates

Tem ficado cada vez mais nítido que as propostas dos governantes, dos empresários e demais tomadores de decisão, que procuram desesperadamente uma solução para a crise mundial, impõem ainda mais sacrifícios para as classes trabalhadoras. O desemprego é um dos maiores problemas, e boa parte de quem consegue alguma ocupação tem que se sujeitar a trabalhar sob um regime de longas escalas de trabalho para poder sustentar a família.

A rotatividade no trabalho é muito grande e os salários não acompanham o aumento dos preços e dos juros do crediário e, por isso, cada vez mais as pessoas estão ficando mais endividadas, presas à armadilha do crédito fácil.

Os cortes de gastos sociais do governo, tidos como principais instrumentos de controle da crise, servem na verdade para garantir a rolagem da dívida pública, que só faz crescer. O endividamento público se converteu num mecanismo de produção de riqueza fictícia e de transferência de receitas de impostos para os credores (grandes bancos e demais especuladores) via altas taxas de juros e, neste sentido, ela se reproduz continuamente. Porém, ela cresce também por conta de novos empréstimos utilizados pelos governos para salvar os bancos e algumas empresas especuladoras, especialmente aquelas que perdem as apostas especulativas que realizam.

A dívida pública, que antes era apenas um problema para os países dependentes, agora ameaça toda a Europa, os Estados Unidos e o Japão, trazendo grandes problemas de credibilidade ao sistema como um todo.
No Brasil, criou-se uma espécie de tábua de salvação para garantir o lucro fácil de muitas empresas estrangeiras. O governo foi promovendo vantagens para o investimento externo, como incentivos fiscais, empréstimos subsidiados, não cobrando alguns impostos das grandes empresas, flexibilizando a legislação trabalhista e relaxando a política de proteção ambiental. Assim, muitas multinacionais com dificuldades estão preferindo investir por aqui, pelas facilidades criadas recentemente.